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Declaração simplificada é a melhor opção? Saiba aqui!

 

Qual é o melhor modelo de declaração do imposto de renda: simplificado ou completo? O próprio programa gerador da declaração, disponibilizado pela Receita Federal, realiza os cálculos e mostra no canto esquerdo da tela a opção mais vantajosa, comparando o quanto será restituído ou pago de imposto no modelo completo ou simplificado.

Mas diante de tantas facilidades, o contribuinte precisa saber quando o modelo simplificado se torna mais vantajoso se comparado ao modelo completo. Apesar do programa do IR indicar automaticamente qual a melhor opção de tributação, é preciso ficar atento às informações que podem ajudar na hora de abater o Imposto de Renda, como no caso de algumas despesas.

A seguir, veja quando a declaração simplificada é a melhor opção e quem pode optar por este modelo:

Modelo simplificado: como funciona?

O próprio programa gerador da declaração soma todos os rendimentos informados referentes ao ano anterior e aplica um desconto de 20% sobre a base de cálculo do imposto, que em 2017 esteve limitado a R$ 16.754,34.

Assim, se o contribuinte não sabe ou não tem certeza de qual o melhor modelo para o seu caso, é possível começar a declaração pelo modelo completo. Se ao longo do preenchimento verificar que as despesas dedutíveis foram menores que 20% do total das receitas tributáveis ou superiores a R$ 16.754,34, é possível migrar a opção para o modelo simplificado.

Vale destacar que a utilização do modelo simplificado de tributação independe do montante de rendimentos informados e do número de fontes pagadoras. Isso significa que o contribuinte deve preencher todas as fichas do Programa Gerador, incluindo “Pagamentos Efetuados” e “Doações Efetuadas”. A falta destas informações pode gerar uma multa de 20% do valor não declarado.

Quem pode utilizar o modelo simplificado?

Qualquer contribuinte pode optar pelo modelo simplificado na hora de realizar a declaração do imposto de renda, com exceção daqueles que desejam:

  • compensar imposto pago no exterior;

  • utilizar o incentivo fiscal da dedução do imposto e;

  • compensar resultado positivo da atividade rural.

O que pode ou não ser dedutível

A declaração do imposto de renda utilizando o modelo de tributação simplificado se torna vantajosa para quem não tem tantas despesas dedutíveis. Para contribuinte que tem dependentes, pagam escola, planos de saúde e outras despesas, o modelo completo se torna a melhor opção.

Por exemplo, despesas com dependentes, cujo valor da dedução anual por indivíduo é limitado a R$ 2.275,08. Também podem ser abatidos gastos com educação, limitado R$ 3.561,50. Nestes casos, como há muitos gastos passíveis de dedução para apurar o abatimento, o modelo completo acaba sendo a melhor opção.

Outro gasto que também é dedutível do cálculo do Imposto de Renda é a previdência privada. Tanto o Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) quanto o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), podem ser utilizados para abatimento, no entanto, o valor é limitado a 12% do rendimento tributável. No caso da Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), não é dedutível na declaração.

Vale destacar que o contribuinte também pode deduzir o valor da contribuição patronal da Previdência Social incidente sobre a remuneração do empregado doméstico, limitado até R$ 1.093,77.

Que cuidados é preciso ter?

É importante ressaltar que, independentemente da escolha do modelo de tributação, simplificado ou completo, o contribuinte deve declarar todos os seus rendimentos, bens, despesas e demais gastos referentes ao ano anterior.

Muitas pessoas acabam caindo na malha fina por considerarem o modelo simplificado como vantajoso em qualquer situação, se limitando apenas a informar o que é dedutível para o desconto neste modelo. O que é um erro, já que pode levar a reter a declaração do imposto de renda na Receita Federal e ainda ter que arcar com uma multa bem “salgada”.

Outro ponto que deve ser destacado é a importância de guardar todos os comprovantes. O Fisco pode exigir que em algum momento você tenha que comprovar alguma despesa informada, por exemplo, gastos com educação com dependentes ou até mesmo despesas médicos, o que evita de cair na tão temida malha fina.

Gostou do nosso post? Quer saber mais? Confira também o nosso post Planejamento tributário: saiba como pagar menos imposto!

 
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